domingo, 10 de julho de 2011

Geração de artistas do funk e hip hop gospel conquista Rio e Baixada.

Geração de artistas do funk e hip hop gospel conquista Rio e Baixada.


Há três anos, Cristiano Natividade de Paula ouviu o pedido do pai: "Vamos para a igreja juntos?". Quando decidiu se converter ao lado do filho, João Batista estava na cama do hospital, com um câncer no pulmão em estado avançado. Dois dias depois, morreu. Na semana seguinte, Cristiano honrou o desejo do pai e se tornou evangélico. Hoje, ele é o MC CH Gospel Funk, integrante de uma geração que vem subindo as favelas para evangelizar através do batidão e do hip hop.

— Eu frequentava comunidades e usava drogas. Cheguei a me envolver com o tráfico. Os proibidões iludem muito. Levaram minha mente a valorizar armas e o uso de drogas. Hoje, me orgulho de transmitir a mensagem de Deus às crianças e aos jovens das favelas. Jesus Cristo pode restaurar uma vida — defende o cantor, de 30 anos.

As abençoadas

Dona do título de "princesa do gospel funk", MC Suellen é uma poucas mulheres do segmento. Mas que ninguém espere vê-la em roupas provocantes ou poses sensuais. Nos bailes evangélicos, meninas não são rotuladas de "cachorras" nem de "popozudas". Ganham apelidos baseados em termos cristãos como "as abençoadas", "as irmãs", "as varoas" — feminino de "varão", palavra usada para designar homens bíblicos.

— Não usamos palavras que desvalorizem a mulher. Os passos são de "street dance", sem rebolado nenhum. Nosso objetivo é adorar a Deus — explica Suellen, que forma com o marido, MC Jarbas, a familiar dupla Unificados Gospel Funk.

Entre os artistas do movimento, são muitos os relatos de conversão. Como de MC Markinho Gospel, O Gari. Funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói, ele decidiu abandonar o álcool quando, bêbado, se viu prestes a agredir a mulher numa "briga feia".

Duas identidades

— Quase joguei o ferro nela. Minha filha de 2 anos, que nem sabia falar direito, gritou para eu parar. Deus tocou o meu coração através da voz dela. Hoje, tenho duas identidades: a do ano em que eu nasci e a Palavra de Deus, meu novo nascimento.

A exemplo do funk, o hip hop evangélico começa a ganhar espaços além dos muros das igrejas. Eventos como o Bombação Gospel reúnem até cinco mil pessoas em clubes da Baixada. No dia 30 de julho, realizam o evento gratuito Point Praça Gospel, a partir das 19h, com cerca de 20 atrações, na Praça do Skate, em São João de Meriti.

— Até quem não é evangélico para para ouvir a música. O hip hop traz uma mensagem muito positiva e leva as pessoas à reflexão — encerra o rapper MV Santos, resumindo o sentimento do grupo: — Somos instrumentos vivos na mão do Senhor. Aleluia.

Beijo na boca é proibido

Festa alternativa gospel tem ‘Operação Desgrude’

Uma festa alternativa à fantasia com luzes, cores, variedade de ritmos e atrações, incluindo um espetáculo de comédia. Apenas duas restrições: bebida alcoólica e beijo na boca. Essa é a Gospel Night Fantasy, que já está na 8 edição e é considerada pelos seus organizadores a maior festa gospel à fantasia do Rio.

Como as características são muito parecidas com a de uma festa alternativa, a organização decidiu colocar um grupo em ação para coibir aqueles que têm o ânimo mais exaltado: a Operação Desgrude.

— É um grupo de dez pessoas. Eles andam como xerifes: de crachá e colete. Parecem os lanterninhas de cinema. Se tiver beijo ou algum tipo de dança sensual, eles interrompem. A fiscalização dura a festa inteira — conta o DJ Marcelo Araújo, um dos fundadores da festa.

Dois ambientes

Além da bebida e do beijo, também é proibido fumar, dançar de forma sensual e trajar fantasias que tenham conotação sexual. Apesar das regras, Marcelo garante que o número de frequentadores aumenta a cada ano e é formado inclusive por não evangélicas.

— Elas vão porque sabem que lá não vai ter briga. Sabem que vão se divertir sem precisar ficar doidão para isso. Muitos levam as famílias. — completa Marcelo.

Com dois ambientes — um para apresentação de bandas e outro para DJs — a festa agrada a todos, com funk, música eletrônica, soul, black music e charme, sempre com conteúdo gospel. A professora Flávia Figueiredo, frequentadora desde a primeira edição, conta que a animação é contagiante.

— Curto mais a música eletrônica, mas acabo dançando tudo. A festa é animada e tem tudo o que a juventude gosta.

Este ano, a festa será realizada no Irajá Atlético Clube, no próximo sábado, a partir das 22h. Os donos das três melhores fantasias ganham prêmios. Informações no site ou no 2471-9072.

show

Dia 16, os artistas se reunirão num evento de evangelização na comunidade do Lixão, em Duque de Caxias, a partir das 15h. À 22h, também no dia 16, na Praça do Apolo 3, em Itaboraí, tem apresentação de CH Gospel Funk. Entre os hits, "Jesus é o nosso rei".

Culto

Dia 22 de julho, Mr. R, do Gospel Funk, e MC Enny cantam na Igreja Renascer em Cristo (Avenida Duque de Caxias 583, às 19h).

Internet

Sábado, das 16h às 18h, MV Santos e Mano George comandam o programa "Vida pra Periferia", pela rádio Graça e Paz, transmitida pela Internet. Vídeos da dupla também podem ser encontrados no YouTube, canal usado por artistas do segmento, como Mano Julio, Tiago Soul, MC CH Gospel Funk, para divulgar seus trabalhos.

Fonte:Jornal Extra -Rio de Janeiro**

http://extra.globo.com/



quinta-feira, 7 de julho de 2011

A esperança que não se desespera.


A esperança que não se desespera

A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive. Quem passa os anos de sua existência na masmorra do desespero, acorrentado pelo medo e subjugado pelas algemas da ansiedade, conhece apenas uma caricatura da vida. A vida verdadeira é timbrada pela esperança, uma esperança tão robusta que espera até mesmo contra esperança. Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo amortecido. Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber. A promessa de Deus, porém, não havia se caducado. Contra todas as possibilidades humanas, contra todos os prognósticos da terra, contra todo o bom senso da razão humana, Abraão não duvidou por incredulidade, mas pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus e esperou mesmo contra a esperança, e o milagre aconteceu em sua vida. Isaque nasceu e com ele a esperança de uma descendência numerosa e bendita.

A esperança que não se desespera tem algumas características:

1. Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa divina. Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu interior, mas naquele que é superior. Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na promessa. Não devemos nos estribar em nossas emoções instáveis, mas na Palavra estável e inabalável daquele que não pode mentir. As promessas de Deus não podem falhar. Ele é fiel para cumprir sua Palavra. Devemos tirar os olhos de nós mesmos e colocá-los em Deus. Dele vem a nossa esperança. Ele é a nossa esperança. Nele podemos confiar.

2. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias. A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher. Sabia que o filho da promessa não seria fruto apenas de um nascimento natural, mas, sobretudo, de uma ação sobrenatural. A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as circunstâncias, comtempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias.

3. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções divinas. Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque nasceu. O limite do homem não limita Deus. A impossibilidade do homem não ameaça Deus, pois os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Quando o homem chega ao fim dos seus recursos, Deus ainda tem à sua disposição toda a suprema grandeza do seu poder. Deus faz assim para que coloquemos nele toda a nossa confiança, para que tenhamos nele toda a nossa alegria e para que dediquemos a ele toda a glória devida ao seu nome.


Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Há algum conflito entre a fé e as obras?

Muitos estudiosos da Bíblia encontram um irreconciliável conflito entre Paulo e Tiago acerca do que ensinaram sobre a fé e as obras. Paulo ensina que a salvação é recebida pela fé e não pelas obras (Ef 2.8,9). Tiago, por sua vez, ensina que sem obras a fé é morta (Tg 2.17). A grande pergunta é: Existe alguma contradição entre Paulo e Tiago? Estão esses dois escritores bíblicos em conflito? A fé exclui as obras ou as obras dispensam a fé? Precisamos entender que não há contradição nas Escrituras. Paulo e Tiago não estão batendo cabeça. Eles estão falando a mesma verdade, sob perspectivas diferentes. Paulo fala da causa da salvação e diz que somos salvos pela fé independente das obras. Tiago fala da consequência da salvação e diz que as obras é que provam a fé.

Tanto a fé como as obras são fundamentais quando se trata da salvação. A fé é a raiz e as obras são o fruto. A fé produz o fruto das obras e as obras procedem da seiva que vem da raiz. A fé é a causa e as obras o resultado. Não somos salvos por causa das obras, mas para as boas obras. Não praticamos boas obras para sermos salvos, mas porque já fomos salvos pela fé. As obras não nos levam para o céu, mas aqueles que vão para o céu, porque foram salvos pela fé, serão acompanhados por suas obras.

Tanto a fé como as obras procedem de Deus. A fé é dom de Deus. Não geramos a fé, recebemo-la. As obras que praticamos são inspiradas pelo próprio Deus, pois é ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. De tal forma que não há espaço para soberba por parte de quem crê nem por parte de quem realiza boas obras, pois tanto a fé como as obras vieram de Deus e devem ser direcionadas para Deus. Nossa fé deve estar em Deus e nossas obras devem ser feitas para a glória de Deus.

Deus mesmo planejou nossa salvação e ele mesmo a executa. Ele mesmo é quem abre nosso coração para crermos e ele mesmo nos dá poder para realizarmos as boas obras que atestam a autenticidade da fé. A fé prova nossa salvação diante de Deus e nossas obras diante dos homens. Deus vê a fé, os homens as obras. Fé e obras não se excluem, completam-se. A raiz sem frutos está morta; o fruto sem a raiz inexiste.

Aqueles que defendem a salvação pela fé sem a evidência das obras laboram em erro. De igual forma, aqueles que julgam alcançar a salvação pelas obras sem a fé. É preciso afirmar com meridiana clareza que a salvação é só pela fé e não pela fé mais o concurso das obras. Porém, a fé salvadora nunca vem só. A fé salvadora produz obras. Não provamos nossa salvação pela fé sem as obras, mas pela fé mediante as obras. As obras não são a causa da salvação, mas sua evidência.

Concluímos, afirmando que não há qualquer conflito entre Paulo e Tiago. Não há qualquer contradição entre fé e obras. Não podemos confundir causa e efeito. Toda causa tem um efeito e todo efeito é produzido por uma causa. As obras não substituem a fé nem a fé pode vir desacompanhada das obras. Fé e obras caminham de mãos dadas. Não estão em lados opostos, mas são parceiras. Ambas têm o mesmo objetivo, glorificar a Deus pela salvação. Somos salvos pela fé e somos salvos para as obras. Recebemos fé e fomos preparados de antemão para as obras. Não há merecimento na fé nem nas obras. Ambas vem de Deus. Ambas devem glorificar a Deus. Ambas estão conectadas com nossa salvação. A fé nos leva a Cristo e as obras nos levam ao próximo. A fé nos coloca de joelhos diante de Deus em adoração e as obras nos coloca de pé diante dos homens em serviço. Somos salvos pela fé para adorarmos a Deus e somos salvos para as obras para servirmos ao próximo.


Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 2 de julho de 2011


Você já sentiu um vazio enorme e ás vezes se perguntando: - Meu Deus,será que realmente eu fui chamado pra te servir?
Um dia desses fiz essa pergunta pra mim,e pedi a Deus que Ele em sua infinita bondade e misericórdia falasse comigo.Orei,clamei,pedi,chorei e nada da resposta.
Mais um questionamento?.A voz de Deus não consigo ouví-La.E derrepente ,conversando no seminário com uma irmã,ela também me relatando seus problemas,me disse: - Vou ao monte Orebe,você não quer ir comigo?Confesso que fiquei um pouco com pé atrás,por que as vezes,creio que querer ouvir Deus falar com você através de revelação,pode tornar-se um círculo vicioso,e você só pode querer ouví-Lo desta maneira.
A minha resposta foi: - Posso pensar?Um dia antes te ligo e te dou a resposta.
Um dia antes,a luta foi grande,os pensamentos confusos,os questionamentos surgindo.Mas quando foi uma hora antes do combinado,liguei pra casa dela e disse que iria.Marcamos às 7:00hs da manhã de sabádo em frente a um shopping no RJ.Chegando lá nos desencontramos e para encurtar a história,depois de vários desencontros,consegui encontrá-la as 09:00hs em um outra cidade do RJ.Quase desisti,mas Deus é tão maravilhoso que permitiu que eu chegasse lá.
Confesso que estava um pouco amendrontada,afinal de contas,não tinha ido a este tipo de lugar,mas Deus é tão Magnânimo,tão Surpreendente que falou comigo e deu-me as respostas à todos os anseios que estavam em minha mente.Foi uma experência hiper,mega maravilhosa.
Estou relatando isso no blog,não para levantar a bandeira,de que Deus só fala,se você for a um monte.Mas para relatar que mais uma vez ,confirmo o quão maravilhoso é servir ao Senhor.Que Deus só não estava falando comigo,por que eu só estava olhando para as circunstâncias e não pra Ele.
Então meu querido irmão e irmã,sei que as vezes passamos por sufoco,tribulações que em em sua maioria,não escutamos a voz de Deus e pensamos: - Deus não fala comigo,Deus esqueceu de mim.Por favor,não repita isso?
Lá aprendi,comprovei que Deus não nos esquece nem um milésimo de segundo sequer.Portanto,pare,olhe e escute para ouvir Deus falar com você.Feche a porta do seu quarto,dobre seus joelhos,proste a sua face diante Daquele que nos salvou para que Ele escute o teu clamor e possa na vontade Dele dar as respostas aos seus anseios mais intímos.
Deus ama você incondicionalmente,nunca esqueça disso.

A paz do Senhor sempre com você,

Andréa

sexta-feira, 10 de junho de 2011


PERDIDO DENTRO DA IGREJA.


O texto de Lucas 15.25-32, fala sobre o irmão do filho pródigo. Ele aponta o terrível perigo de estar na casa do pai, dentro da igreja, obedecendo leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, e ainda assim, estar perdido. Podemos chegar a essa conclusão pelas seguintes razões:

1. Vive dentro da igreja, mas não é livre (v. 29) – Ele não vive como filho, mas como escravo. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração, mas da obrigação. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca conheceu o amor do Pai. Muitos, também, estão na igreja por uma mera obrigação. Obedecem, mas não têm alegria. Estão na casa do Pai, mas vivem como escravos.

2. Vive dentro da igreja, mas está com o coração cheio de amargura (v. 29,30) – O filho mais velho irrita-se com a misericórdia do Pai. Ele não se alegra com a restauração do seu irmão caído. Para ele quem erra não tem chance de restauração nem deve ser objeto de perdão. Na religião dele não havia agenda para o amor. Mas a Palavra de Deus diz que quem não ama a seu irmão ainda permanece nas trevas. O ódio que ele sentia pelo irmão não era menos grave que o pecado de dissolução que outro cometera fora da igreja. O ressentimento que crepitava em seu coração o isolou do Pai e do irmão. Ele se recusou a entrar em casa para celebrar a volta do irmão arrependido, antes encolheu-se, magoado, revoltado, envenenado pela mágoa destruidora.

3. Vive dentro da igreja, na presença do Pai, mas anda como solitário (v. 31) – Ele anda sem alegria. Está na casa do Pai, mas não tem comunhão com ele. Muitos também, estão na igreja, mas não têm intimidade com Deus, não desfrutam da alegria da salvação, não experimentam as doces consolações do Espírito, vivem como órfãos, sozinhos, curtindo uma solidão dolorosa.

4. Vive dentro da igreja, mas não se sente dono do que é do Pai (v. 31) – Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Tinha toda a riqueza do Pai à sua disposição, mas vivia como escravo. Era filho, mas não banqueteava com os seus amigos. Assim, também, muitos vivem na igreja sem experimentar os banquetes do céu, servindo a Deus por obrigação, sem alegria no coração.

O mesmo Pai que saiu para abraçar o filho pródigo arrependido, sai para conciliar este filho revoltado. O arrependido, com o coração quebrantado, festejou a sua restauração; o outro, ficou do lado de fora, perdido, com o coração endurecido.

Rev. Hernandes Dias Lopes.
Eu quero ser um vaso novo.

O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.

3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.

Rev. Hernandes Dias Lopes

A restauração de Deus na tragédia

Referência: Jó 1, 2, 42

INTRODUÇÃO

1.Um esforço concentrado do inferno para destruir a família

A família está sendo bombardeada com arsenal pesado. Há torpedos mortíferos apontados para a família. É a crise conjugal. É crise dos jovens. É a crise dos valores.

A família está perdida. A educação moderna está perdida. As instituições não sabem o que fazer para reverter essa crise.

2.Seis áreas básicas que o inimigo tenta atacar em nossa vida

a)Nosso relacionamento com Deus

b)Finanças

c)Filhos

d)Saúde

e)Casamento

f)Amizades.

3.Deus proclama o caráter de Jó – 1.8

Deus conhece os que são seus. Deus conhece sua vida. Ele sabe quem é você. Ele sabe o que você não faz e o que você faz. Ele conhece seus pensamentos, seus desejos, seus sonhos. Deus elogia Jó pela sua piedade e integridade.

4.Satanás levanta suspeitas sobre as motivações de Jó – 1.9-11

Ele disse que Jó serve a Deus por interesse.

Disse que Jó serve a Deus porque Deus o tem enriquecido.

Satanás acusa Jó de amar mais o dinheiro, os filhos e a saúde do que a Deus.

5.Deus constitui Jó como seu advogado na terra – 1.12

Deus confia em Jó. Jó não sabia, mas ele havia sido constituído como advogado de Deus na terra ao passar pelas duras provas e revezes da vida. Se Jó naufragasse, era o nome e a reputação de Deus que estava em jogo.

I.OS TORPEDOS DO INFERNO NA FAMÍLIA DE JÓ

1.Satanás acatou os bens de Jó – 1.13-20

a)Ele usou homens – sabeus e caldeus roubaram e saquearam os rebanhos de Jó. Ele foi espoliado, roubado. Jó decretou falência. Foi à bancarrota. Abriu concordata.

b)Ele usou fogo – queimou ovelhas e servos (1.16).

Jó sendo o homem mais rico do Oriente, ficou pobre, sem crédito. Sua empresa faliu, seu negócio acabou.

A crise financeira é a crise de muitas famílias hoje. É o investimento que não deu certo. É o negócio que se frustrou. É a empresa que não reage. É a globalização que solapou sua estabilidade. É o jovem que sai da Faculdade sem perspectiva de emprego. É o pai de família que é mandado embora aos 50 anos e não arranja mais emprego.

Talvez um acidente, uma tragédia, uma mudança de política na empresa pegou você de surpresa e pôs sua vida financeira de cabeça para baixo. Tudo que você construiu durante anos foi de água para baixo.

2.Satanás atacou os filhos de Jó – 1.19

a)Jó era um pai exemplar (1.4,5) – Jó inspirava amizade no coração dos filhos (1.4). Ele tinha comunhão com os filhos (1.5). Ele santificava os filhos (1.5). Ele orava por todos os filhos (1.5). Ele orava pelos filhos de madrugada e continuamente (1.5). Ele priorizava a vida espiritual dos filhos.

b)Satanás atacou os filhos de Jó num dia de festa e comunhão familiar – Todos os filhos morreram num único desastre. Jó vai para o cemitério sepultar todos os seus 10 filhos de uma única vez. Sua dor é indescritível. Jó raspou a cabeça, mostrando que a sua glória havia apagado.

c)Os amigos de Jó o acusam – Disseram que a habitação de Jó havia sido amaldiçoada (5.3). Disseram que seus filhos haviam sido desamparados e destruídos (5.4). Disseram que seus filhos eram rebeldes e por isso Deus os havia destruído (8.4).

d)Quem sabe este é dilema da sua vida hoje – Há muitos filhos que estão sendo atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Há muitos pais e mães que estão chorando pelos filhos. Há muitos filhos que estão no mundo, no vício, no pecado. Quem sabe seus filhos são rebeldes, desobedientes e isso está acabando com você.

3.Satanás atacou a saúde de Jó – 2.4-6

Satanás achou que Jó amava mais a sua pele do que a Deus.

Jó então foi ferido: infecção, mau hálito, dor, pele necrosada, corpo encarquilhado. Raspava suas feridas com cacos de telha.

As pessoas cuspiam nele. Seus ossos ardiam. Formavam-se bolhas de pus e ele mordia nessas bolhas para aliviar sua dor.

Sua dor foi tão grande que ele: 1) Desejou morrer no ventre da mãe (3.11; 10.18); 2) Desejou morrer ao nascer (3.11); Desejou que os seios de sua mãe estivessem murchos para morrer de fome (3.12); 4) Procurou e desejou a morte, mas a morte fugiu dele (3.21,22).

Quem sabe você vive o drama de uma enfermidade na família, uma doença crônica, um diagnóstico sombrio e uma cirurgia iminente.

4.Satanás atacou o casamento de Jó – 2.9,10

A mulher de Jó não suportou a pressão. Ela estava acostumada com o sucesso e não com o sofrimento. Ela estava acostumada com as glórias da prosperidade e não com o vale da adversidade.

Ele se insurgiu contra Deus, blasfemou contra ele, ergueu os punhos contra o céu e ordenou seu marido a romper com Deus e morrer.

Jó enfrenta o drama da crise conjugal. Do abandono da esposa na hora da sua maior solidão e aflição. É a dor que supera o romance. É a revolta mostra a carranca. É a crise no casamento que se instala. É o divórcio do cônjuge e depois dos filhos.

5.Satanás atacou as amizades de Jó

Eles são amigos – Vêm de longe.

Eles são solidários – Choram

Eles acusam Jó de:

a)Dizem que Jó não é convertido – 22.21-30ç

b)Dizem que Jó é um pecador endurecido – 11.3

c)Dizem que Jó é rebelde contra Deus – 34.35-37

d)Dizem que Jó é hipócrita – 4.3-5

e)Dizem que Jó é adúltero – 8.6,7ç 22.5

f)Dizem que Jó é ladrão – 18.19

g)Dizem que Jó é explorador dos pobres – 22.6

h)Dizem que Jó é insensível às necessidades dos aflitos – 22.7,9

i)Dizem que Jó é louco – 5.2

Quem sabe seus amigos mais achegados se voltam contra você: é a decepção, a mágoa, a traição, a acusação insolente, injusta.

II. A ATITUDE DE JÓ DIANTE DO DRAMA DO SOFRIMENTO

1.Jó desaba com Deus sobre sua dor

Jó, na sua angústia levou aos céus 16 vezes a pergunta: POR QUE.

a)Por que estou sofrendo

b)Por que perdi meus filhos

c)Por que Deus não responde minhas orações

d)Por que perdi meus bens

e)Por que meu casamento acabou

f)Por que meus amigos me acusam

g)Por que Deus não me mata

Jó estava cheio de queixas. Ele levantou 34 queixas contra Deus.

2.Ninguém entendeu a causa do sofrimento de Jó

a)Satanás – Ele serve a Deus por interesse.

b)A mulher de Jó – Revolta-se contra Deus, abandona-o e pede ao marido para desistir de Deus e morrer.

c)Seus amigos – A causa são os pecados de Jó.

d)Jó – acha que suas aflições foram impostas por Deus.

e)Ninguém discerniu que era Satanás que estava atacando Jó. Ilustração: SARA.

III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DE JÓ

1.Deus não respondeu sequer um dos questionamentos de Jó, mas faz-lhe 70 perguntas.

Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra

Onde estavas tu quando eu espalhava as estrelas no firmamento.

Onde estavas tu quando eu punha limite nas águas do mar.

Deus mostrou para Jó sua soberania.

Quando não pudermos entender o que Deus está fazendo: podemos saber que ele está no controle e é nosso Pai.

2.Tudo que Satanás intentou contra Jó, Deus reverteu em bênção

Satanás tentou afastar Jó de Deus, mas Jó ficou mais perto do Senhor.

Satanás tentou destruir a confiança de Jó através do sofrimento, mostrando que Deus não era nem soberano nem amor; mas Jó se curva diante da soberania de Deus – Ilustração – O satanista que enviou uma compra para uma crente em necessidade.

Satanás tentou azedar o coração de Jó com mágoa de seus amigos, mas Jó intercede por eles.

Satanás tentou tirar tudo de Jó, mas Deus devolveu-o em dobro.

Jó compreendeu seis coisas:

1)Ele entendeu que não há crise que Deus não possa reverter – “Bem sei que tudo podes…” (42.2);

2)Ele entendeu que os desígnios de Deus não podem ser frustrados: “E nenhum dos teus desígnios pode ser frustrado” (42.2);

3)Ele admitiu que o seu conhecimento de Deus era superficial – “Eu te conhecia só de ouvir” (42.5);

4)Ele passou a conhecer a Deus de forma mais profunda a pessoal – “… mas agora os meus olhos te vêem” (42.5);

5)Ele reconheceu sua precipitação no falar – “Na verdade falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (42.3);

6)Ele passou a conhecer profundamente a si mesmo – “Por isso me arrependo no pó e na cinza” (42.6).

3.Deus restaurou a sorte de Jó

Deus restaurou todas as áreas atingidas na vida de Jó:

a)Deus restaurou os bens de Jó – dando-lhe o dobro. Hoje Deus pode por em ordem sua vida financeira. Ele pode reerguer você. Ele é o Deus da provisão.

b)Deus restaurou a saúde de Jó – Viveu mais 140 anos. Ele viu seus filhos e os filhos de seus filhos. Ele teve uma vida longa e feliz. Deus pode curar suas enfermidades. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus filhos crescendo, se casando. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus netos e sendo instrumentos de bênção no mundo.

c)Deus restaurou o casamento de Jó – O casamento de Jó foi curado, transformado. Acabou a mágoa, a revolta, o esfriamento. Deus é especialista em reparar vasos quebrados. Para Deus não há causa perdida nem casamento perdido. Talvez você pensa que o divórcio é a única saída. Mas Jesus pode transformar a água em vinho.

d)Deus restaurou os filhos de Jó – Agora, Jó tem 10 filhos no céu e 10 filhos na terra. Não deu o dobro, porque não perdemos os nossos filhos com a morte. Seus filhos são filhos da promessa. Não abra mão de seus filhos. Aqueles filhos que hoje podem estar lhe trazendo dor, amanhã serão baluartes nas mãos de Deus.

e)Deus restaurou os amigos de Jó – Em vez de guardar mágoa das pessoas que falam mal de você, ore por eles. Porque através da intercessão Deus vai curar você e perdoar seus amigos.

CONCLUSÃO

Deus pode restaurar sua família. Deixe de murmurar. Dobre os joelhos e comece a orar e os céus se manifestarão;

Foi quando Jó começou a orar que a sua cura brotou.

Jó começou esse processo tendo Deus como o ponto principal de relacionamento e terminou com Deus em primeiro lugar.


Rev.Hernandes Dias Lopes


Quando Deus não responde as orações

O texto de Lucas 18.9-14 conta a parábola do fariseu e do publicano. Os dois foram ao mesmo templo, em uma mesma hora e com o mesmo propósito: orar. O resultado, porém, foi diferente. Deus ouviu a oração do publicano, mas não respondeu a oração do fariseu. Por quê?

1. Porque sua oração foi apenas um discurso retórico para exaltar suas próprias virtudes – vv. 11,12
Orar não é proferir fórmulas bonitas, bem formuladas, ainda que regadas de lágrimas. Orar não é se exaltar e proclamar suas próprias virtudes. O fariseu não orou, ele fez um discurso eloqüente para se autopromover. Ele não orou, ele tocou trombetas. Ele não orou, ele aplaudiu a si mesmo. Ele não orou, ele fez cócegas no seu próprio ego. Ele não orou, ele fez um solo do hino “Quão grande és tu” diante do espelho. Não existe nada mais abominável aos olhos de Deus do que o orgulho. Deus resiste aos soberbos. Lúcifer foi expulso do céu por causa do seu orgulho. A soberba precede à ruína. É impossível orar sem as vestes da humildade. Soberba e oração não podem habitar no mesmo coração ao mesmo tempo.

2. Porque sua oração não se dirigia precisamente a Deus – v.11
Sua oração era voltada para si mesmo. Era dirigida ao plenário que estava ali concentrado. Deus era apenas uma moldura para realçar os seus feitos notáveis e a perfeição de suas ações. Deus era apenas um trampolim para ele alcançar a notoriedade pública e a admiração do povo. Ele agradece a Deus não as suas dádivas, mas suas virtudes próprias. A oração do fariseu estava empapuçada de orgulho, recheada de vaidade, entupida de soberba. O fariseu estava tão cheio de si mesmo que ele não conseguia ver a Deus nem amar o próximo. A oração do fariseu não foi dirigida ao céu, mas às profundezas da sua própria vaidade. Ele não falou com o Deus supremo que está no trono do universo, mas dirigiu-se ao seu próprio eu, encastelado na torre da soberba mais tresloucada.

3. Porque sua oração estava fora do princípio de Deus
a. Pela sua posição – v. 11. Ele orou de pé, em lugar elevado, à vista de todos. Não é a posição física, mas é sua altivez diante de Deus e do próximo. Ele se colocou de pé para melhor sobressair a sua pessoa e os seus decantados méritos. Ele orou perto do altar, o lugar do sacerdote. Ele buscava as luzes do palco. Ele queria que os holofotes estivessem com o seu feixe de luz concentrado nele.

b. Pelas palavras – vv. 11,12. Engenhosamente, ele escolhe palavras que melhor enfoquem as suas virtudes e tornem mais abominável e desprezível a pessoa dos outros. Avulta o pronome eu em igualdade ao nome de Deus e superior aos demais homens. Ele se considera o melhor de todos os crentes e vê as demais pessoas como ladrões, injustos e adúlteros.

c. Pelas intenções – vv. 9,10. O fariseu procura o templo no momento em que há muita gente. Ele quer platéia. Quer destaque e evidência. Ele entrou no templo para orar e não orou. Ele se dirige a Deus como alguém auto-suficiente. Ele entrou no santuário sem amor no coração pelo próximo, por isso, sem amor a Deus.

d. Pelos sentimentos – v. 11. Sua oração é uma peça de acusação leviana contra todos os homens e mais particularmente contra o humilde publicano. Olha para o próximo com desdém e desfere contra ele perversas acusações e caluniosas referências. O fariseu nada pediu. Ele tinha tudo e era tudo. Ele pensava ser quem não era. Ele era um megalomaníaco, uma pessoa adoecida pelo sentimento de auto-exaltação.

4. Porque sua oração não se baseava na misericórdia de Deus, mas na confiança própria – v. 14
A base da sua oração não era a graça de Deus. Ele estava confiado não em Deus, mas em si mesmo. Ele ora não para se quebrantar, mas para exaltar-se. Podemos concluir que nenhum orgulhoso que menospreze seu semelhante pode prevalecer na oração. “O fariseu entrou no templo cheio de nada e saiu vazio de tudo”.
O texto bíblico conclui dizendo que o publicano e não o fariseu desceu para a sua casa justificado diante de Deus, porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar, será exaltado (Lc 18:14). Não há espaço para soberba diante de Deus, pois o Senhor declara guerra contra os soberbos. Ninguém pode orar verdadeiramente a não ser que tenha o coração quebrantado. Nenhuma oração prospera diante de Deus a não ser que o coração esteja vazio de vaidade e cheio de amor. Onde tem inveja, mágoa ou desprezo pelo próximo pode ter abundante religiosidade, mas não comunhão com Deus; pode ter pomposa encenação, mas não oração que chega aos céus.

Rev. Hernandes Dias Lopes.